
Meus passos marcados na areia
Serão apagados pelo tempo
A saudade, marca meu coração
Dos tempos que aqui vivíamos
Meu peito carrega as marcas do seu amor
Em uma dor contínua, dilacerante
Que mexe com meus dias, perturbando-me
Mitigando minha alegria de viver
A noite, quando me deito, todas as lembranças
De nossos dias vem me fazer companhia
Embalando-me em doces sentimentos
Depois, cruelmente, lança me em rosto a realidade
E só então desperto e percebo que chove
Os pingos da chuva escorrem na vidraça
A correnteza lava a sujeira acumulada na sarjeta
Limpando a rua, benfazeja chuva
Rosto colado ao vidro, lágrimas descem vagarosamente
Mas não limpam meu interior das angústias
Houvera ao menos isto para um recomeço
Mas não, triste sucessão dos dias
Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2009 All Rights Reserved

